Ex Machina: Instinto Artificial

Posso dizer que os 108 minutos que gastei assistindo Ex Machina: Instinto Artificial foram muito bem gastos. O filme é ótimo, tem efeitos visuais incríveis, um enredo que realmente prende a sua atenção e te faz pensar em como seria se não fosse uma ficção científica e, principalmente, o quão perto estamos que deixe de ser. O filme levanta uma enxurrada de dúvidas, e nos faz pensar em como vivemos.
Eu consegui ver um pouco do pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman no filme, e acho que era essa a intenção do diretor Garlam passar um pouco dessa visão, na qual vivemos em um mundo que atravessa uma metamorfose permanente, uma incerteza constante. Essa ideia de nunca saber o que esperar do futuro, das pessoas com quem convivemos e até mesmo das nossas próprias criações, são muito bem expostas no filme e que deixa um espaço bem amplo para reflexão.
O filme começa com Caleb Smith (Domhnall Gleeson) vencendo um concurso na empresa onde trabalha; e seu prêmio é basicamente conhecer o brilhante criador da empresa que vive recluso da sociedade, Nathan (Oscar Isaac), e testar a sua mais nova invenção. E como não poderia ser melhor, a invenção de Nathan é, nada menos que, uma inteligência artificial, que deve passar pelo Teste de Turing. E o teste é o próprio Caleb.
Como é de se esperar, nem tudo são flores, mesmo no contexto dessa perfeição futurista. Quando Caleb conhece Ava (Alicia Vikander), a inteligência artificial que deve passar pelo teste, logo de cara vemos que ele fica encantando demais pela robô, não simplesmente por ela ser uma revolução no mundo tecnológico, mas ao ponto de vir a despertar um sentimento por ela. Enquanto Nathan parece guardar segredos demais e mantém um mistério sobre certos assuntos, o que desperta uma certa suspeita acerca de seu caráter.
O que vemos no desenrolar do filme, é uma sucessão de acontecimentos que realmente conseguem te prender de tal forma, que você já não sabe mais em que personagem confiar. Com a mente atordoada das mesmas dúvidas de Caleb, você se vê completamente preso a uma série de dúvidas, por mais previsível que pareça o final.
Os argumentos colocados de forma bastante coerente no filme, conseguem levantar certas dúvidas como: quanto de nossas vidas estão armazenadas nessa modernidade que nos faz refém? Ela que facilita tanto nossas vidas e ao mesmo tempo nos prende nesse círculo vicioso, sempre precisando mais e mais. Será que essa evolução, esse passo em direção ao futuro, também não seria um passo em direção ao fim ou um retrocesso? Afinal, na seleção natural os mais fortes sobrevivem. Certo?! Bom, cada um que tire suas próprias conclusões.
Enfim, como disse anteriormente, amei o filme e super recomendo, e vocês já assistiram Ex Machina: Instinto Artificial? Se sim, o que acharam do filme? Deixem aí nos comentários, eu adoraria saber a opinião de vocês.

Esta critica, de minha autoria, foi publicada originalmente no blog Mundo das Resenhas.
Ps.: Quase esqueci minha avaliação para o filme:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Só leio, só amo, só vivo cada palavra.

Apenas Nuvens

Uma breve história de tudo