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Mostrando postagens de Abril, 2017

Coisas simples

E novamente eu estava sozinha esperando ele chegar, ele sempre atrasava, e eu, como sempre, esperava até ele aparecer. Não que ele não tivesse me alertado, ele até deixou bem claro antes mesmo da primeira vez, não era nem um pouco pontual e não queria que eu pensasse que fosse por minha causa, na verdade, era por mim que ele não atrasava mais que dez minutos. Eu até gostava do atraso, me dava tempo de pensar nele sozinha. Eu sabia, que ele não atrasava por que queria, e sim porque sua mãe estava doente, ele não gostava de deixá-la sozinha, então tinha que arrumar tudo antes de sair para que ela ficasse bem até o pai dele chegar. Eu achava isso lindo, imaginava se eu também seria assim se minha mãe não tivesse ido embora, se eu também atrasaria toda a minha vida completamente planejada e pontual só para ter certeza de que ela estaria bem. Perdida nos meus pensamentos nem percebi quando ele chegou, e me assustei um pouco quando senti o toque de seus dedos frios no meu ombro descoberto. So…

Três lados da arte, e um lado negro da vida

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A “modinha” da vez é a série 13 Reasons Why da Netflix, e talvez por que eu já tinha interesse no livro, eu cedi a vontade e resolvi assistir. Primeiramente devo dizer que ainda estou no 7º episódio, mas resolvi escrever sobre ela agora porque estava olhando alguns ebooks meus e encontrei A playlist de Hayden, que também fala sobre suicídio, desta vez de um garoto, mas por motivos praticamente iguais. Sinceramente, adolescência é um saco, parece que tudo que pode acontecer de ruim na vida de uma pessoa, acontece nessa fase. Mas ok, a gente supera, certo?! Errado. Nem todo mundo supera, pra alguns é mais difícil encarar essas coisas “normais” como bullying, racismo, exclusão, assédio, violência e todas essas merdas típicas de ensino médio. Ah, mas não é assim pra todo mundo, porque sempre tem o casalzinho popular, que tem uma vida perfeita, não é mesmo?! Bom, quem leu os livros e/ou assistiu a série sabe muito bem que até eles têm problemas. Alias, tem um filme - A Girl Like Her - que as…

Cartas, como te quero.

Ah, cartas, antes o único meio de comunicação, hoje algo esquecido, mas para alguns, ainda a melhor maneira de manter laços já inventada. Quem nunca pensou em escrever, ou até escreveu uma carta? Bom, eu espero que ninguém tenha dito que nunca lhe passou pela cabeça essa estonteante ideia. Mas, se tiver respondido que nunca, então eis aí a oportunidade de mudar essa resposta. No mundo das redes sociais em que vivemos hoje, a proximidade e a cumplicidade são coisas cada vez mais distantes, e as centenas de amigos online não se assemelham em amizade aos poucos reais, porém o que deveria aproximar cada vez mais as pessoas, vem criando uma falsa ideia de “popularidade”, e nos vemos incapazes de viver fora desse mundo virtual, pois o real já não é o suficiente. Cartas, foram minha salvação. Perdida nesse mundo virtualizado, nunca consegui me encaixar, redes sociais sempre foram um fardo pra mim, e a timidez me impedia de fazer amigos reais também. Me auto excluindo pelo meu jeito de ser, me …