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Mostrando postagens de 2017

Coisas simples

E novamente eu estava sozinha esperando ele chegar, ele sempre atrasava, e eu, como sempre, esperava até ele aparecer. Não que ele não tivesse me alertado, ele até deixou bem claro antes mesmo da primeira vez, não era nem um pouco pontual e não queria que eu pensasse que fosse por minha causa, na verdade, era por mim que ele não atrasava mais que dez minutos. Eu até gostava do atraso, me dava tempo de pensar nele sozinha. Eu sabia, que ele não atrasava por que queria, e sim porque sua mãe estava doente, ele não gostava de deixá-la sozinha, então tinha que arrumar tudo antes de sair para que ela ficasse bem até o pai dele chegar. Eu achava isso lindo, imaginava se eu também seria assim se minha mãe não tivesse ido embora, se eu também atrasaria toda a minha vida completamente planejada e pontual só para ter certeza de que ela estaria bem. Perdida nos meus pensamentos nem percebi quando ele chegou, e me assustei um pouco quando senti o toque de seus dedos frios no meu ombro descoberto. So…

Três lados da arte, e um lado negro da vida

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A “modinha” da vez é a série 13 Reasons Why da Netflix, e talvez por que eu já tinha interesse no livro, eu cedi a vontade e resolvi assistir. Primeiramente devo dizer que ainda estou no 7º episódio, mas resolvi escrever sobre ela agora porque estava olhando alguns ebooks meus e encontrei A playlist de Hayden, que também fala sobre suicídio, desta vez de um garoto, mas por motivos praticamente iguais. Sinceramente, adolescência é um saco, parece que tudo que pode acontecer de ruim na vida de uma pessoa, acontece nessa fase. Mas ok, a gente supera, certo?! Errado. Nem todo mundo supera, pra alguns é mais difícil encarar essas coisas “normais” como bullying, racismo, exclusão, assédio, violência e todas essas merdas típicas de ensino médio. Ah, mas não é assim pra todo mundo, porque sempre tem o casalzinho popular, que tem uma vida perfeita, não é mesmo?! Bom, quem leu os livros e/ou assistiu a série sabe muito bem que até eles têm problemas. Alias, tem um filme - A Girl Like Her - que as…

Cartas, como te quero.

Ah, cartas, antes o único meio de comunicação, hoje algo esquecido, mas para alguns, ainda a melhor maneira de manter laços já inventada. Quem nunca pensou em escrever, ou até escreveu uma carta? Bom, eu espero que ninguém tenha dito que nunca lhe passou pela cabeça essa estonteante ideia. Mas, se tiver respondido que nunca, então eis aí a oportunidade de mudar essa resposta. No mundo das redes sociais em que vivemos hoje, a proximidade e a cumplicidade são coisas cada vez mais distantes, e as centenas de amigos online não se assemelham em amizade aos poucos reais, porém o que deveria aproximar cada vez mais as pessoas, vem criando uma falsa ideia de “popularidade”, e nos vemos incapazes de viver fora desse mundo virtual, pois o real já não é o suficiente. Cartas, foram minha salvação. Perdida nesse mundo virtualizado, nunca consegui me encaixar, redes sociais sempre foram um fardo pra mim, e a timidez me impedia de fazer amigos reais também. Me auto excluindo pelo meu jeito de ser, me …

Uma história de amizade e música

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Te faz rir, e te dá vontade de chorar, você olha a vida de um jeito que nunca parou para olhar: através da música. É assim, com essa frase, que eu consigo resumir o filme “Mesmo se nada der certo” de John Carney. Em certos momentos você se sente até parte do filme, como um amigo dos personagens. Não sou nenhuma cinéfila especialista, tudo que sei sobre os filmes é como me sinto quando assisto. E como senti quando assisti esse: Posso dizer que o filme é bom, do meu ponto de vista, quase perfeito. Dan Mulligan (Mark Rufallo) e Gretta James (Keira Knightley) são completos desconhecidos, com apenas uma coisa em comum, a música é basicamente o que fez suas vidas estarem como estão: um mar de problemas para Dan, e tristeza e decepção para Gretta. Logo de início vemos que Dan vive da música, um dia um produtor de sucesso, e no outro um bêbado que acaba de ser demitido da gravadora que ele próprio criou. Afogado em suas amarguras, e em álcool também, Dan é separado da esposa e tem uma filha, co…

Escolhas...

As vezes é mais fácil aceitar aquilo que a vida nos dá do que correr atrás dos nossos sonhos. A opinião dos outros sempre parece ser mais certa que a nossa. O preconceito nos cerca, e nos vemos obrigados a abaixar a cabeça e concordar. A vida não tem que ser assim, não tem que ser uma estrada cheia de bifurcações na qual você segue reto porque é pra lá que as setas apontam. Como disse Robert Frost, havia um caminho com duas bifurcações a escolher, eu escolhi a menos usada, e isso fez toda a diferença. Por que não podemos fazer isso, fazer o queremos, dizer o que pensamos, ser quem queremos ser, viver a nossa vida a nossa própria maneira? O que faz a diferença, não é ser como todos esperam que um dia sejamos, é ser o que queremos ser. Por que tenho que ligar tanto pra opinião do outro, quando essa opinião me faz mal, me faz triste, me faz querer ser alguém que eu não sou, que eu não quero ser ou que eu não vou gostar de ser. A vida é feita escolhas, e nós é que temos que escolher, não pod…

A saga do tigre continua...

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Maravilhoso, é assim que posso resumir tudo que achei do terceiro livro da saga “A Maldição do Tigre” de Colleen Houck. Mesmo com todos os pontos negativos, a história continua emocionante e as aventuras surpreendentes, só o romance meloso entre Ren e Kelsey, regado a muito drama, é que continua um pouco enjoativo, mas no geral eu adorei o livro. Bom, o drama amoroso já começa com Ren não fazendo ideia de quem é Kelsey, e ela sofrendo horrores por nem sequer poder chegar perto do homem que ama. Kishan como sempre, aproveita a oportunidade para se aproximar cada vez mais de Kelsey, sem forçar muito a barra mas já forçando, mas completamente disposto a mudar por ela. A aventura de verdade só começa quando eles embarcam no iate, que mais parece um navio, do Sr. Kadam, em busca do terceiro presente de Durga, e de mais 6 horas para os tigres, o que com certeza daria muito trabalho já que a profecia deixava claro que eles teriam que enfrentar cinco dragões em seu caminho. Na minha opinião, Kis…

Apenas não desista

Escrever não é tão fácil quanto parece, eu que o diga, desde os doze anos sonhando em ser uma escritora renomada de vários Best-Sellers e até agora o máximo que já consegui escrever foram 16 páginas que emperraram de um jeito que só Deus pra resolver, mas uma coisa eu já entendi, pra ser a escritora que tanto sonho, o que não posso fazer é desistir, e mesmo que as mais de 20 histórias que comecei ainda não tenham encontrado seu final, eu vou continuar tentando. O que me move em busca desse tão trabalhoso sonho é saber que existem pessoas que acreditam em mim, que leem os meus textos, mesmo os piores deles, e que me incentivam a continuar escrevendo e a continuar tentando, que me presenteiam com ideias mesmo involuntariamente, e que acima de tudo que me inspiram. E falando em inspiração pessoal, na minha vida é o que não falta, desde os meus autores favoritos, como Clarice Lispector, Cassandra Clare, Kiera Cass, Rick Riordan e muitos outros, até a minha amiga Elienae Anjos que escreve t…

Uma breve história de tudo

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Confesso que não tenho nenhum interesse em física ou qualquer coisa do tipo, mas assistir "A teoria de tudo" me deixou curiosa em ler "Uma breve história do tempo", mas não é sobre o livro que vim falar, não dessa vez, vim falar sobre o filme, que assim como qualquer filme com uma história de superação me deixou emocionada, embora não o suficiente para me arrancar lágrimas. Devo dizer que coloquei muita expectativa no filme, e esperava algo muito maior em torno da história, já que me falaram mil maravilhas sobre ele. Bom, James Marsh, o diretor do filme, não me decepcionou, mas também não me impressionou muito na produção do filme. Enfim, ele relata com muitos detalhes a vida de Stephen Hawkings (Eddie Redmayne) e da sua teoria que revolucionou o mundo da física - como teve início o tempo, que ele conseguiu encontrar apesar de todos os obstáculos causados pela sua distrofia neuromuscular que afetou completamente sua vida aos 21 anos. Felizmente a doença não afeta o cé…

Só leio, só amo, só vivo cada palavra.

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Quem nunca pegou um livro e a cada página, cada frase, cada palavra, sentia que o livro não tinha sido escrito para você, mas sobre você? E quis, quando terminou de ler, que sua história também terminasse como aquela? Ultimamente não tenho tido tanto tempo de ler, e não me orgulho disso. Os livros são meu escape, são a forma que eu encontrei de fugir da minha realidade e viver várias vidas diferentes. Cada hora, dia, semana e até mês que eu passo sem ler, eu vou morrendo um pouquinho por dentro, vou me afastando do meu mundinho perfeito e vivendo cada vez no mundo real, mundo esse que perdi o controle quando me entreguei aos livros, mundo esse que já não é mais como eu queria que fosse. Esse novo mundo, chamado mundo real, foi esculpido pelas minhas escolhas, e para meu futuro, mas enquanto estive mergulhada em letras escritas em grossos mundos paralelos de quatrocentas páginas, deixei que minhas escolhas fossem influenciadas, não por pessoas, mas pela facilidade, escolhi o que não me t…

A nova seleção começa

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Depois de ler os três primeiros livros da série "A Seleção" de Kiera Cass eu simplesmente não sabia o que esperar de "A Herdeira", o quarto livro da série. Para ser sincera eu não estava nem um pouco animada em lê-lo e com um receio enorme de que toda aquela magia dos outros livros se desfizesse de uma forma desnecessária. Mas enfim, não sei porque, quase um ano depois de ter lido "A Escolha" eu resolvi que estava na hora de continuar a série, e minha nossa... pelo amor dos pandas!!! Porque eu não li esse livro antes? Ele é simplesmente tão perfeito quanto os outros, e a história, apesar de não ser mais sobre a maravilhosa América Singer, e sim sobre a filha dela Eadlyn Schreave, ainda sim consegue cativar tanto quanto fosse. No começo eu não dava nada, por que parecia a mesma história contada de uma forma diferente, como se fosse o ponto de vista de Maxon contado por Eadlyn, mas eu me enganei completamente, e agora estou simplesmente louca para ler "A…

Apenas Nuvens

Era apenas mais um dia, um lindo dia por sinal, o sol estava a oeste da minha varanda onde sempre ficava neste horário, eram apenas 10 horas da manhã e ele já estava quente como meio-dia. O céu estava bem limpo, não sem nuvens como ficaria nos dias seguintes, mas com algumas formas brancas no céu que facilmente se pareceriam com objetos, cenas ou qualquer coisa que a mente de uma criança pudesse imaginar. Sentei na cadeira de madeira com estofado florido azul e pousei a xícara de chá sobre a mesinha de canto. Apanhei um livro que Mirna, minha filha mais nova, havia deixado jogado no chão próximo ao pé da cadeira, era “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” de Jorge Amado que comprei para meu filho mais velho, Joel, assim que ele aprendeu a ler. Folheei rapidamente o livro e coloquei ao lado da xícara sobre a mesinha, por mais que gostasse muito de relê-lo, meu objetivo hoje era apenas identificar as formas das nuvens até as crianças chegarem e acabarem com o sossego que eu só tinha aquela …