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Amigos?

Odeio passear no shopping. Bom, na verdade eu não odeio, só não suporto fazer isso com a minha melhor amiga quando ela inventa de encontrar o ficante por lá e ainda pede pra ele levar um amigo mesmo sabendo que eu sempre fico com raiva quando ela faz isso. Só pra não dizer que ela sempre faz isso, hoje ela fez diferente, ao invés de me avisar que iríamos encontrar o Pedro, atual namorado dela, no shopping, ela disse que quem estaria lá era Jojo, a outra melhor amiga, que seria até legal se não fosse tão antipática. Enfim, agora estamos a caminho da praça de alimentação e ela acabou de me contar a verdade, e eu estou fumaçando de raiva. Se ela não fosse minha melhor amiga, e se ela não fosse pagar minha entrada para assistir a estreia de Mulher Maravilha em 3D, eu já teria ido embora, mas ainda continuo com raiva, por ela ter mentido e por ter feito novamente algo que sabe que odeio. - Você não podia simplesmente ter dito que encontraríamos o Pedro? - Mas você não viria - ela disse com u…

O seu jeito de andar

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De um lado Jay, um cara na condicional, filho de família rica, devendo 35 mil para caras nada legais, e trabalhando de faxineiro em um hospital psiquiátrico. Do outro Daisy, uma paciente recém chegada que vivia completamente isolada do mundo. Esse é o casal que torna o filme O seu jeito de andar maravilhoso. Dirigido por Andrew Fleming, o filme mostra dois completos estranhos que acabam se juntando em uma aventura quando Jay (Scott Speedmam) resolve levar a inocente Daisy (Evan Rachel Wood) para o casamento de seu irmão mais novo como se passando por sua namorada. Todos ficam encantados com Daisy, pelo seu jeito irreverente e inocente de ser, e aos poucos Jay também vai se encantando por ela. A família dele em nenhum momento acredita que Jay está ali por outro motivo além de dinheiro, e os dois acabam partindo em uma aventura, uma verdadeira fuga, que aos poucos desperta o amor entre os dois. A história, que consegue arrancar tantas risadas quanto lágrimas, é muito envolvente, com um enr…

Ex Machina: Instinto Artificial

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Posso dizer que os 108 minutos que gastei assistindo Ex Machina: Instinto Artificial foram muito bem gastos. O filme é ótimo, tem efeitos visuais incríveis, um enredo que realmente prende a sua atenção e te faz pensar em como seria se não fosse uma ficção científica e, principalmente, o quão perto estamos que deixe de ser. O filme levanta uma enxurrada de dúvidas, e nos faz pensar em como vivemos. Eu consegui ver um pouco do pensamento do sociólogo Zygmunt Bauman no filme, e acho que era essa a intenção do diretor Garlam passar um pouco dessa visão, na qual vivemos em um mundo que atravessa uma metamorfose permanente, uma incerteza constante. Essa ideia de nunca saber o que esperar do futuro, das pessoas com quem convivemos e até mesmo das nossas próprias criações, são muito bem expostas no filme e que deixa um espaço bem amplo para reflexão. O filme começa com Caleb Smith (Domhnall Gleeson) vencendo um concurso na empresa onde trabalha; e seu prêmio é basicamente conhecer o brilhante c…

Histórias são criaturas selvagens

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Bom, como havia prometido, hoje vim falar sobre o filme Sete minutos depois da meia-noite dirigido por Juan Antonio Bayona. Como já disse antes antes o filme é ótimo e super recomendo, e como vocês já devem saber, ele é baseado no livro de mesmo nome do escritor Patrick Ness, que eu ainda não li, mas que já tinha uma enorme vontade de ler e que só aumentou com o filme. Então, segue a sinopse do filme: O garoto Conor tem muitos problemas na vida. Seu pai é muito ausente, a mãe sofre um um câncer em fase terminal, a avó é uma megera, e ele é maltratado na escola pelos colegas. No entanto, todas as noites Conor tem o mesmo sonho, com uma gigantesca árvore que decide contar histórias para ele, em troca de escutar as histórias do garoto. Embora as conversas com a árvore tenham consequências negativas na vida real, elas ajudam Conor a escapar das dificuldades através do mundo da fantasia. Pra começar os efeitos especiais são incríveis, tipo, muito incríveis mesmo, eu adorei. O garoto que inte…

Do que você mais gosta na Terra?

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O que dizer do filme O espaço entre nós de Peter Chelsom? Bom, acho que posso começar dizendo que amei o filme, e como era de se esperar, chorei bastante, não tanto quanto imaginava que fosse chorar, acho que eu esperava um pouco mais de drama na busca de um garoto de Marte por seu pai na Terra correndo um sério risco de vida, mas mesmo assim amei o filme. Sobre o filme, uma missão da NASA parte da Terra com o objetivo de que seus tripulantes estabeleçam residência em Marte por 4 anos, mas no meio da viagem, Sarah Elliot (Janet Montgomery) descobre uma gravidez e acaba tendo o filho assim que chega em Marte e morrendo no parto. Gardner Elliot (Asa Butterfield), por questões de saúde e segurança da missão, acaba sendo criado em Marte pelos cientistas, mantendo sempre o desejo de conhecer seu pai até que aos 16 anos tem a finalmente a chance de viajar para Terra. Tulsa (Britt Robertson) é uma garota da Terra que Gardner conheceu na internet e com quem foge em uma longa aventura em busca de…

O Estrangeiro - Albert Camus

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Albert Camus sabe mesmo como prender alguém, eu mesmo não tendo entendido muito a história e tendo me perdido em algumas partes - provavelmente por causa dos vários erros na escrita um tanto quanto rebuscada - ainda li O Estrangeiro até o final, e até que valeu a pena, porque o final conseguiu me surpreender um pouco. Se eu não me engano, há um filme com mesmo nome inspirado neste livro, mas não assisti e, sinceramente, não sei se quero assistir.
O livro começa com Meursault a caminho do enterro da própria mãe que morava em um asilo, que segundo a concepção dele, era melhor pra ela pois os dois já não mais se suportavam e também ele não tinha dinheiro suficiente para sustentá-la. O que você percebe de estranho é que ao invés de ele ficar de luto após o enterro, ele vai a praia, e ainda encontra uma mulher com quem vai ao cinema assistir uma comédia e depois passa a noite com ela. Mas eu realmente comecei a me interessar pela história lá pela trigésima página ou antes um pouco, quando so…

Três lados da arte, e um lado negro da vida

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A “modinha” da vez é a série 13 Reasons Why da Netflix, e talvez por que eu já tinha interesse no livro, eu cedi a vontade e resolvi assistir. Primeiramente devo dizer que ainda estou no 7º episódio, mas resolvi escrever sobre ela agora porque estava olhando alguns ebooks meus e encontrei A playlist de Hayden, que também fala sobre suicídio, desta vez de um garoto, mas por motivos praticamente iguais. Sinceramente, adolescência é um saco, parece que tudo que pode acontecer de ruim na vida de uma pessoa, acontece nessa fase. Mas ok, a gente supera, certo?! Errado. Nem todo mundo supera, pra alguns é mais difícil encarar essas coisas “normais” como bullying, racismo, exclusão, assédio, violência e todas essas merdas típicas de ensino médio. Ah, mas não é assim pra todo mundo, porque sempre tem o casalzinho popular, que tem uma vida perfeita, não é mesmo?! Bom, quem leu os livros e/ou assistiu a série sabe muito bem que até eles têm problemas. Alias, tem um filme - A Girl Like Her - que as…